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WS NOTÍCIASBlogDESTAQUESEnfermeiro do Hospital Universitário de Maringá é preso durante atendimento após PM descobrir mandado judicial

Enfermeiro do Hospital Universitário de Maringá é preso durante atendimento após PM descobrir mandado judicial

Foto: Divulgação | HUM

Um enfermeiro do Hospital Universitário de Maringá (HUM) foi preso após a Polícia Militar constatar a existência de um mandado judicial em aberto durante o atendimento de uma ocorrência registrada no hospital, localizado na Avenida Mandacaru, em Maringá. O caso aconteceu no último sábado, 18 de julho, mas os detalhes foram divulgados nesta quinta-feira, 23.

De acordo com o boletim da Polícia Militar, a equipe foi acionada para atender uma ocorrência de lesão corporal dentro da unidade hospitalar. Conforme o registro, uma paciente, que estaria em surto, tornou-se agressiva, gritou e desferiu um chute na perna de um enfermeiro, além de tentar agredi-lo com um soco. A contenção precisou ser realizada com o auxílio de outros funcionários do hospital.

No momento em que a equipe policial registrava a ocorrência, a paciente encontrava-se sedada, impossibilitando a coleta de sua versão sobre os fatos. Ainda conforme a PM, familiares que estavam no local teriam ameaçado ingressar com ações judiciais contra o profissional de saúde e contra a instituição.

Durante a identificação das pessoas envolvidas, os policiais realizaram consultas aos sistemas de segurança pública e verificaram a existência de um mandado de prisão civil em aberto contra o enfermeiro que havia acionado a polícia. Diante da constatação, o mandado foi cumprido, e o profissional foi encaminhado à Central Regional de Flagrantes.

UEM e HUM esclarecem o que aconteceu

Em nota encaminhada ao Portal GMC Online, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a direção do Hospital Universitário de Maringá apresentaram uma versão detalhada dos acontecimentos.

Segundo a instituição, a paciente deu entrada no HUM no dia 17 de julho e recebia atendimento normalmente. Na tarde do dia 18, ela se envolveu em um desentendimento com o acompanhante e passou a apresentar alterações comportamentais na recepção do hospital, exigindo a intervenção da equipe de enfermagem para preservar a segurança de pacientes, profissionais e demais pessoas presentes.

Ainda de acordo com a nota, durante o processo de alta médica, o acompanhante sacou um facão. A arma branca foi imediatamente contida e recolhida pela equipe de vigilância do hospital, evitando que houvesse qualquer risco às pessoas no local.

A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal foram acionadas, mas, antes da chegada das equipes, o casal deixou a unidade hospitalar. Pouco tempo depois, a paciente retornou ao hospital conduzida pela Polícia Militar, relatando dores. Ela foi readmitida para continuidade do atendimento médico, enquanto o acompanhante foi orientado pelos policiais a deixar o local.

Foi durante essa nova intervenção policial que, conforme a nota da UEM, os agentes identificaram uma pendência judicial envolvendo um dos colaboradores do HUM. O profissional foi então conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

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