Uma adolescente de 14 anos foi encontrada morta com sinais de violência na manhã de domingo, 26, dentro de uma kitnet no bairro Caminho Novo, em Palhoça, em Santa Catarina. A Polícia Militar chegou até o local após um motorista de funerária encontrar um bilhete com o endereço da residência no bolso de Thiago Sousa Almeida, de 25 anos, que havia morrido atropelado por um ônibus na BR-101 no dia anterior. O caso foi registrado como feminicídio e é investigado pela Polícia Civil.
O funcionário do serviço funerário foi até o imóvel por volta das 11h acreditando que encontraria os parentes do homem atropelado para notificá-los sobre o óbito. Ao notar que a porta estava destrancada, ele empurrou o acesso e deparou-se com o cômodo revirado e a adolescente caída no chão, já sem vida.
O trabalhador acionou a Polícia Militar e aguardou no local até a chegada da guarnição, que isolou a área para o trabalho da perícia.
Durante os trabalhos da Polícia Científica, o padrasto da jovem esteve no local e relatou aos agentes que a enteada não havia dormido em casa na noite de sábado. Segundo a família, a adolescente costumava ir até a residência de Thiago, mas ninguém soube confirmar o tipo de relação entre os dois. A mãe da jovem tentou contato telefônico com o suspeito durante todo o fim de semana, sem sucesso. Já nos registros policiais, a vítima e o homem constavam como namorados.
Natural de Tubarão (SC), a adolescente não possuía antecedentes criminais. Thiago, natural de Buriticupu (MA), também não tinha passagens pela polícia catarinense.
De acordo com as autoridades, a principal linha de investigação aponta para um feminicídio cometido por Thiago antes de ele sofrer o acidente fatal na rodovia, na altura da Praça da Bandeira, por volta das 18h20 de sábado, 25.
Como o único suspeito apontado até o momento morreu no atropelamento, a responsabilização criminal do autor se extingue com o seu falecimento. Apesar disso, a Polícia Civil mantém os procedimentos investigativos e aguarda o resultado dos laudos periciais para determinar a dinâmica exata do crime e confirmar a cronologia dos fatos dentro do imóvel.
As informações são do TNOnline.
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