Publicado 05/09/2026 às 11h27
O pai de santo Jocemar Antunes de Almeida e sua mulher, Belísia da Silva, vão a júri popular na cidade de Esteio, no Rio Grande do Sul (RS), pela morte de Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, de Miguel, de dois meses, e de Ariel Silva, de 16 anos.
O crime teria ocorrido porque um exame de DNA confirmou que Jocemar era pai biológico de Miguel. Segundo o promotor de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul Rodrigo Mendonça, o casal os matou porque Kauany ameaçou expor o caso com o pai de santo. Eles tinham receio de que a relação extraconjugal ameaçasse a reputação deles entre os fieis.
O adolescente Ariel era amigo da jovem e foi morto para tentar “esconder” o caso. A suspeita é de que ele sabia que Jocemar usava da influência para enganar Kauany e ter relações sexuais com ela.
A investigação foi aberta após a tia da jovem relatar o desaparecimento dela e do bebê. A apuração levou a polícia até a casa do pai de santo, que confessou os assassinatos durante o interrogatório.
Jocimar chegou a indicar o local onde os corpos foram escondidos — estavam em um buraco na beira de um rio, cobertos com galhos e pedaços de madeira. Ele contou com a ajuda de dois adolescentes para esconder os mortos.
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