A audiência de custódia do advogado João Vítor Domingues Romeiro, de 25 anos, principal suspeito de matar a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá, foi remarcada para esta quarta-feira, 9, às 15h. A audiência será realizada de forma virtual, na Central de Audiência de Custódia de Maringá.
A nova data consta em atualização do procedimento judicial registrada nesta terça-feira, 8. A audiência estava inicialmente prevista para ocorrer nesta terça, mas foi adiada em razão do estado de saúde do suspeito.
João Vítor segue internado no Hospital Universitário de Maringá (HU) e ainda não tem previsão de alta médica. Diferentemente da informação divulgada inicialmente, o advogado não está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele permanece na Clínica Médica do hospital.
O suspeito passou por uma traqueostomia e está impossibilitado de se comunicar verbalmente. A condição interfere no andamento do procedimento relacionado à prisão. Em nota encaminhada ao Portal GMC Online, a defesa de João Vítor informou que aguarda novas informações da equipe médica do HU sobre o estado de saúde do advogado.
“A Defesa esclarece que o João Vitor está com traqueostomia impossibilitado de falar. Estamos, conforme já dito, aguardando informações do HU que nos vieram agora, uma vez que nos informaram que estavam aguardando vaga na UTI.”
O caso
Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, em um condomínio localizado na Avenida Itororó, nas proximidades do Bosque 2, em Maringá, na noite do último sábado, 5.
Segundo as informações iniciais repassadas pela Polícia Militar (PM), a médica apresentava ao menos quatro perfurações provocadas por faca. O filho dela, um bebê de oito meses, também estava no imóvel no momento do crime.
João Vítor foi apontado pela PM como principal suspeito e localizado cerca de uma hora e meia após o crime, em Mandaguari. Ele também estava ferido por golpes de faca e foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar sob custódia policial.
Conforme a PM, ao ser questionado pelos socorristas, o advogado teria afirmado apenas que havia ocorrido uma “briga”, sem detalhar as circunstâncias das agressões.
Médica atuava na rede pública de Sarandi
Gassi Paola trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi. Após a morte da profissional, o município publicou uma nota de pesar nas redes sociais e destacou a atuação dela na área da saúde pública.
João Vítor também era servidor público. Ele trabalhava como assessor jurídico do município de Marialva. Após o crime, o município informou o desligamento do servidor e manifestou repúdio ao assassinato.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da morte da médica e as responsabilidades pelo crime.
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