Uma novidade marcou o julgamento do caso Maria Eduarda, menina de 11 anos morta em 2019, em Rolândia, no Norte do Paraná. Sete anos após o crime, o pai da criança, Ricardo Seidi Shigematsu, confessou pela primeira vez, durante o júri, que matou a própria filha.
O julgamento de Ricardo e de Terezinha de Jesus Guinaia, avó de Maria Eduarda, foi retomado na manhã desta quinta-feira, 17, no Tribunal do Júri de Maringá.
Durante o interrogatório, Ricardo admitiu ter matado Maria Eduarda, mas não apresentou outros detalhes sobre o crime. A confissão ocorre sete anos depois da morte da menina e representa um novo elemento no julgamento.
Maria Eduarda foi morta por esganadura. O corpo da criança foi posteriormente encontrado ocultado no quintal de um imóvel pertencente à família.
Ricardo responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Já Terezinha, que tinha a guarda legal da menina, responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Avó é acusada de ajudar a ocultar corpo
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), Terezinha teria participado das ações realizadas após a morte da neta e ajudado na ocultação do corpo.
O MP-PR também sustenta que a avó, apesar de possuir a guarda judicial de Maria Eduarda, permitiu que a criança permanecesse sob os cuidados do pai.
A acusação afirma ainda que Ricardo rejeitava a filha e não assumia os cuidados básicos da menina.
Conforme a investigação da Polícia Civil e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, após a morte da criança teriam sido adotadas medidas para dificultar o trabalho dos investigadores e a descoberta do crime.
Corpo de Maria Eduarda foi encontrado em imóvel da família
O caso aconteceu em abril de 2019, em Rolândia. Maria Eduarda tinha apenas 11 anos quando foi morta por esganadura.
Durante as investigações, o corpo da menina foi localizado ocultado no quintal de uma casa pertencente à família.
Apesar da confissão de Ricardo durante o julgamento, cabe ao Conselho de Sentença analisar as acusações submetidas ao júri. Terezinha também será julgada pelas imputações feitas contra ela, com direito ao contraditório e à ampla defesa.
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