O servidor da Guarda Patrimonial de Maringá suspeito de matar o próprio irmão a tiros em Capitão Leônidas Marques, no Oeste do Paraná, se apresentou à polícia nesta terça-feira, 15, acompanhado de três advogados. Ele foi ouvido pelas autoridades e, posteriormente, liberado.
O crime aconteceu na tarde do domingo, 13, na região da Linha Hortelã, onde os irmãos mantinham propriedades rurais vizinhas. A vítima, José Arídio Schiavi, conhecido como Orides, morreu no local após ser atingida por um disparo de arma de fogo.
A nova informação obtida pelo Portal GMC Online aponta que o desentendimento entre os irmãos não começou no dia do crime. Segundo informações apuradas, os dois já vinham tendo conflitos nos últimos dias por causa da pavimentação de uma estrada de cascalho que passa entre as propriedades. As propriedades pertenciam à família e teriam sido divididas entre os irmãos como parte de uma herança. Com a divisão, os dois passaram a ser vizinhos de chácaras na região.
Discussão começou por causa de estrada
Segundo as informações levantadas, um dos irmãos defendia a pavimentação do trecho de estrada que passa entre as propriedades, enquanto José Arídio não concordava com a intervenção. O assunto teria provocado uma série de desentendimentos entre os dois.
Na quinta-feira (10), quatro dias antes do homicídio, os irmãos teriam tido uma nova discussão. Durante a briga, o servidor da Guarda Patrimonial teria sido atingido por uma facada no rosto e precisado receber 10 pontos no ferimento. Ainda conforme as informações apuradas, o servidor não registrou boletim de ocorrência sobre o episódio. No hospital, teria informado que havia se ferido em uma cerca de arame farpado.
Guarda teria reagido a ataque durante pescaria
A versão apresentada sobre o domingo indica que o servidor e a esposa haviam saído para pescar. Na volta para a propriedade, os dois teriam sido surpreendidos por José Arídio, que estaria armado com uma faca. Conforme essa versão, o irmão teria partido em direção ao casal. A mulher foi atingida por um golpe na região do ombro e também sofreu uma lesão no joelho.
Durante a confusão, o servidor, que estaria com uma espingarda calibre 32, teria efetuado um único disparo contra José Arídio. O tiro atingiu o rosto da vítima, que morreu ainda no local. Depois da ocorrência, o servidor deixou a área e, segundo as informações iniciais, teria seguido armado para uma região de mata próxima ao Parque Nacional do Iguaçu.
Suspeito se apresentou e foi liberado
Após permanecer fora do alcance das autoridades, o servidor se apresentou à polícia acompanhado de três advogados. Ele prestou depoimento sobre o caso e foi liberado após ser ouvido. A apresentação representa uma mudança no andamento do caso, que inicialmente era tratado como uma ocorrência em que o suspeito havia deixado o local e ainda não tinha sido localizado.
A investigação deverá esclarecer a sequência dos acontecimentos, incluindo as discussões anteriores entre os irmãos, o episódio envolvendo a faca, a dinâmica do confronto ocorrido no domingo e as circunstâncias do disparo que matou José Arídio.
Polícia investiga o caso
A Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas após o crime. Equipes da Criminalística também estiveram na propriedade para realizar os levantamentos necessários à investigação. O corpo de José Arídio foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Cascavel. A Polícia Civil deverá analisar os relatos dos envolvidos, as circunstâncias que antecederam o disparo e os demais elementos coletados durante a investigação.
O Portal GMC Online acompanha o caso e atualizará a reportagem conforme novas informações forem confirmadas oficialmente.
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