Veridiana Gaya Menin, apontada pela Polícia Civil como o principal alvo do atentado a tiros que deixou duas pessoas mortas e outras três feridas em uma loja de conveniência de Campo Mourão, voltou ao centro das atenções após a revelação de detalhes da investigação sobre o ataque ocorrido na última sexta-feira, 17.
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Segundo a Polícia Civil, um adolescente de 15 anos se apresentou espontaneamente, confessou ter sido o autor dos disparos e entregou a arma utilizada no crime. Em depoimento, ele afirmou que o atentado teve motivação de vingança relacionada a acontecimentos registrados em 2024. A principal linha investigativa indica que Veridiana era o alvo dos tiros.
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Veridiana já respondeu por homicídio
Muito antes do atentado que mobilizou as forças de segurança do Paraná, Veridiana Gaya Menin já havia sido investigada pela Justiça. Ela respondeu a uma ação penal por homicídio duplamente qualificado, acusada pelo Ministério Público de ter colaborado para a morte de uma vítima. O caso foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Durante todo o processo, Veridiana permaneceu em liberdade e nunca chegou a ser presa. Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pela defesa, conduzida pelos advogados Israel Batista de Moura e Renata Moura, e decidiram pela absolvição da acusada.
Com isso, ela foi considerada inocente das acusações apresentadas pelo Ministério Público.
Atentado deixou dois mortos e três feridos
O ataque ocorreu em uma conveniência de Campo Mourão e terminou com a morte de Marcio Bertholdo Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38. Outras três pessoas ficaram feridas. Entre elas está uma jovem de 23 anos, que perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingida pelos disparos, além de um homem de 41 anos e a própria mulher apontada como alvo do atentado.
Investigação continua
As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar se houve participação de outras pessoas no planejamento ou na execução do atentado.
Paralelamente, o Ministério Público denunciou a mãe do adolescente que confessou os disparos. Segundo a promotoria, ela teria sido omissa ao permitir que o filho mantivesse explosivos, munições e bloqueadores de sinal dentro de casa sem comunicar as autoridades.
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