A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito que investigou o homicídio de Jhonathan Gonçalves da Silva, de 25 anos, morto com mais de dez facadas no dia 4 de setembro, no Jardim Verão, em Sarandi, na região metropolitana de Maringá. O autor confesso, João Lucas Rossatto Teodoro da Silva, foi indiciado por homicídio qualificado.
De acordo com a investigação, o crime foi cometido com extrema violência e sem possibilidade de defesa para a vítima. João Lucas invadiu a residência de Jhonathan pelos fundos, pela porta da cozinha, e atacou o jovem de surpresa na sala de estar. A mãe da vítima estava no imóvel e presenciou o momento em que o filho foi esfaqueado.
Um dos principais pontos esclarecidos pela investigação foi a motivação apresentada pelo autor no momento da prisão. Segundo a Polícia Civil, João Lucas alegou que teria cometido o crime por vingança, afirmando que Jhonathan havia estuprado sua ex-esposa em 2023.
As diligências realizadas durante o inquérito, no entanto, descartaram essa versão. Conforme a PCPR, a ex-esposa do autor prestou depoimento e negou ter sido vítima de abuso sexual ou violência. Ela também afirmou que sequer conhecia Jhonathan.
Com isso, a Polícia Civil concluiu que a alegação apresentada pelo autor como justificativa para o assassinato era falsa e não corresponde aos fatos apurados durante a investigação.
Polícia descarta estupro alegado por autor de homicídio após jovem ser morto com mais de 10 facadas na frente da mãe em Sarandi
Crime em Sarandi
O homicídio aconteceu na tarde de 4 de setembro, na Rua das Tulipas, no Jardim Verão. Jhonathan foi encontrado gravemente ferido após ser atingido por diversos golpes de faca.
Segundo a investigação, João Lucas utilizou duas facas durante o ataque. Após matar Jhonathan, ele fugiu do local e deixou documentos pessoais na cena do crime. As duas facas utilizadas na ação foram posteriormente descartadas pelo autor em um saco de lixo jogado em uma via pública.
O suspeito foi localizado e preso em flagrante pouco depois do homicídio pela Guarda Civil Municipal (GCM). Na sequência, foi encaminhado à Cadeia Pública de Sarandi, onde permanece à disposição da Justiça.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis e o prosseguimento da ação penal.
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