O preço do etanol pode cair nas bombas nas próximas semanas. O governo federal criou uma subvenção de R$ 0,2519 por litro de etanol hidratado vendido por produtores e cooperativas que aderirem ao programa.
A medida foi publicada em 16 de setembro e tem validade inicial de 30 dias. O objetivo é manter a competitividade do etanol diante das mudanças recentes na tributação da gasolina.
Na prática, o produtor que participar do programa deverá considerar o valor da subvenção na formação do preço e registrar o desconto na nota fiscal.
Isso abre espaço para uma redução no valor pago pelo consumidor, mas não significa que o etanol ficará automaticamente R$ 0,25 mais barato no posto.
O caminho até a bomba envolve produtor, distribuidora e posto. Por isso, o tamanho do desconto dependerá de quanto do benefício será efetivamente repassado ao longo da cadeia.
Uma análise da StoneX aponta que, em um cenário de repasse integral dos benefícios, a redução para o consumidor poderia chegar a 7%. Em outra situação, com apenas parte do benefício sendo repassada, o impacto seria bem menor.
A medida ocorre depois de o governo zerar, temporariamente, PIS e Cofins sobre o etanol hidratado. A redução tributária equivale a R$ 0,19 por litro e vale até 9 de outubro.
Com as duas medidas, o setor passou a contar com mecanismos para reduzir a pressão sobre o preço do etanol.
O governo também reduziu em R$ 0,63 por litro os tributos federais sobre a gasolina. A mudança foi adotada em meio à alta do petróleo no mercado internacional.
Para o consumidor, a disputa entre gasolina e etanol pode ganhar importância nas próximas semanas. Se o benefício chegar aos postos, o álcool poderá recuperar parte da vantagem de preço em relação à gasolina.
No Paraná, o efeito interessa diretamente aos motoristas e também ao setor sucroenergético, que tem forte presença na economia estadual.
O preço final, porém, continuará dependendo das condições de mercado e das decisões de cada empresa.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será responsável por acompanhar a aplicação do programa.
Ou seja: há espaço para o etanol ficar mais barato, mas o tamanho da queda dependerá do repasse efetivo do benefício até o consumidor.
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