Um homem investigado por criar uma empresa de fachada para aplicar um golpe de mais de R$ 600 mil contra uma agência de turismo de Maringá foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira, 27. As informações foram encaminhadas ao GMC Online pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que apura crimes de fraude, estelionato e outros delitos patrimoniais.
Conforme a corporação, o investigado foi preso durante uma operação realizada na manhã desta segunda-feira, em Maringá, após decisão do Poder Judiciário. As investigações apontam que o suspeito, que era funcionário da agência de turismo, teria se aproveitado da relação de confiança com os empregadores para colocar em prática um esquema criminoso que já causou prejuízos superiores a R$ 600 mil.
Segundo a Polícia Civil, ele criou uma empresa de fachada com nome semelhante ao da agência, abriu uma conta bancária para receber pagamentos de clientes, emitiu passagens aéreas e reservas de hospedagem de forma irregular, utilizou indevidamente um cartão corporativo e desviou recursos financeiros da empresa.
“Ele teria criado uma empresa de fachada com nome semelhante ao da agência, aberto uma conta bancária para receber pagamentos de clientes, emitido passagens aéreas e reservas de hospedagem de forma irregular, utilizado indevidamente um cartão corporativo e desviado recursos financeiros da empresa”, afirmou o delegado Fernando Garbelini.
Até o momento, conforme a PCPR, os prejuízos identificados ultrapassam R$ 600 mil, mas o valor total ainda está sendo levantado pelos investigadores.
Justiça decretou prisão preventiva
A prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário após representação da Polícia Civil. De acordo com a corporação, a medida foi adotada diante dos indícios de autoria, da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e impedir a continuidade das práticas criminosas.
Após os procedimentos na delegacia, o investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou ao GMC Online que as investigações seguem para identificar o valor total do prejuízo causado pelo esquema, localizar outras possíveis vítimas e apurar o eventual envolvimento de outras pessoas.
A corporação também orienta que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, e 181, do Disque-Denúncia. Em casos de crimes em andamento, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
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